Passe a Limpo

Síndrome de Capitão Gancho e o primado do perdão

Você sabia que no livro “Peter Pan” de J. M. Barrie o Capitão Gancho é descrito como cristão? Na verdade, o autor especifica que Gancho e todos os seus piratas são protestantes com a exceção de um: “o imediato irlandês Barrica, um homem estranhamente simpático que esfaqueava sem querer ofender, digamos assim, e que era o único membro da tripulação de Gancho que não pertencia à Igreja Anglicana” (BARRIE, J.M. Peter Pan. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p.86). Entendo que sofrem de “Síndrome de Capitão Gancho” todas as pessoas que não saem da Terra do Nunca por causa da fixação em se vingar dos outros. Gancho que não zarpa da ilha enquanto não se vingar de Peter Pan que lhe arrancou a mão. E há pessoas assim: com a vida travada...

Plante de manhã a tua semente e não cruze os braços a tarde

De: Davi Lago Para: Você.       Meu bem,   se existe uma conclusão inquestionável acerca da vida é esta: Nem sempre colhemos o que plantamos. A “lei da semeadura e da colheita” é comprovadamente uma lei falível.   Mas repare bem no que eu disse: “NEM SEMPRE COLHEMOS”.  Ou seja, via de regra colhemos sim aquilo que plantamos. Ser “falível” significa ser “passível de falhar”; não “falhar sempre”.   O momento da semeadura pode ser difícil, mas em termos gerais, a colheita sempre vem: “Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes” (Salmo 126.5-6). Claro que a colheita pode dar errado, como está escrito na própria Bíblia: “Os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam...