Cristãos Instigantes

Eneas Tognini, estadista do Reino (1914-2015)

Eneas Tognini (1914-2015) | Obrigado Senhor Deus pela vida do amado Pastor Eneas Tognini. Por sua dedicação. Por seus livros. Por colaborar em Lausanne ’74. Por suas pregações bíblicas. Pelo sermão “Tirai a pedra”. Por contribuir na viabilização da cruzada de Billy Graham no Brasil. Pelo Seminário Batista. Pelo Colégio Batista. Por incendiar o Brasil com a renovação do Espírito Santo. Por sua integridade. Pela Igreja Batista do Povo. Por sua família. Por ensinar que devemos jogar fora os ratos mortos. Por ensinar o genuíno significado da palavra “avivamento”. Por ser um reformador, um pioneiro, um estadista do Reino. Pelo trabalho a frente da Sociedade Bíblica do Brasil. Por ser um dínamo de Deus na terra. Por ser um herói da fé verde e amarelo. Pela oportunidade de ter...

A conversão do arqueólogo ateu William Ramsey da Universidade de Oxford

Ao contrário dos relatos míticos de vários supostos deuses de religiões pagãs, de cultos de mistérios, as narrativas dos evangelhos descrevem Jesus como um homem de carne e osso que viajou por locais geográficos reais e interagiu com personagens históricas conhecidas. Fica evidente que ele ocupou um lugar específico no tempo e no espaço quando se estuda a geografia histórica de sua época. Os detalhes históricos e geográficos nos relatos dos evangelhos dão clara evidência de que os escritores não inventaram as suas histórias. Por exemplo, o evangelho de Lucas traz com exatidão 53 localizações geográficas em seu evangelho. Sir William M. Ramsay, doutor da Universidade de Oxford, Inglaterra, passou 25 anos pesquisando a Ásia Menor e comparando os registros de Lucas. Ele era ateu, mas chegou à conclusão...

Dr. Charles Cullis e a acolhida dos incuráveis

Na obra A surveyof 20th CenturyRevivalMovements in North America, Richard M.Riss conta a história do medico Charles Cullin, da cidade de Boston nos Estados Unidos. Em abril de 1862 ele começou a procurar um lugar para abrigar os doentes considerados “incuráveis” pela medicina da época e que não eram aceitos no Massachusetts General Hospital. Cullis começou alimentar o desejo de cuidar desses pacientes sozinho. Quatro meses depois ele teve uma profunda experiência com Deus e passou a estudar sobre santidade.Cullis alimentava seu antigo sonho ao receber notícias do ministéro de Dorothea Trudel, que passou a receber doentes em sua própria casa na Suiça em 1851. Em janeiro de 1864, Cullis compartilhou seu desejo em estruturar um abrido para os doentes “irrecuperáveis” como o Capitão R. Kelso Carter, que o...

Os intercessores do Tabernáculo Metropolitano 

Charles HaddonSpurgeon é considerado um dos maiores pregadores de todos os tempos. Ele esteve à frente de uma igreja batista, o Tabernáculo Metropolitano em Londres no século 19. Spurgeon sempre atribuiu o sucesso de seu ministério a Deus, mas nunca deixou de exaltar o grande ardor pela oração de seus intercessores. O local onde esses irmãos anônimos se reuniam constantemente parar orar, especialmente nos dias de culto, era um salão abaixo do auditório principal onde cerca de dez mil pessoas se reuniam para ouvir Spurgeon. Esse salão ficou conhecido como o verdadeiro “sistema de aquecimento” daquela igreja. David Larsen na obra Anatomia da pregação conta que cinco universitários foram visitar o Tabernáculo Metropolitano e Spurgeon os levou para o “sistema de aquecimento”: eles ficaram “surpresos diante de setecentas pessoas...

Damas da caridade

  A ordem Damas da Caridade, também conhecida como Irmãs da Caridade, foi criada pelo reformador católico francês Vicente de Paulo (1581-1660) em parceria com Luísa de Marrilac. Os autores D. James Kennedy e Jerry Newcombe contam na obra E se Jesus não tivesse nascido que Vicente de Paulo disse às irmãs: “Vocês devem sair e achar o doente pobre. Vocês farão o que o nosso Senhor fez. Ele ia de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, e curava a todos que encontrava”. Segundo Colin Jones, “aquelas mulheres vieram para assumir o controle de quase todos os hospitais e instituições de caridade na França, já no fim do antigo regime [França pré-revolucionária], em um processo que deve ser classificado como uma das mais notáveis realizações de mulheres trabalhadoras, no...

Sr. Wright

Wesley Duewel está com 97 anos de idade neste momento em que escrevo a presente linha. Duewel é uma autoridade mundial em missões, já serviu como missionário na Índia por 25 anos e escreveu livros já traduzidos para 58 idiomas, com 2,5 milhões de exemplares vendidos. Mas o foco aqui não é Duewel, mas sim um fiel intercessor diante de Deus, o Sr. Wright de UpperHutt na Nova Zelândia. Duewel conta no livro Avalie a sua Vida: O Sr. Wright mostrou-me seu quarto de oração e seu caderno de orações cheio de mapas, fotos de obreiros cristãos, inclusive a minha, e me disse como ele passava grande parte de seu tempo cada dia intercedendo pelo trabalho de Deus ao redor do mundo.

Uma menina que ficou indignada com um ateu

Está registrada no livro Histórias de Moody para crianças, a história de uma professora de escola dominical que levara todos seus alunos a Jesus. Essa mulher desafiava as crianças a trazerem outras crianças para a igreja. Certa vez, uma menina contou para a professora que estava tentando trazer uma criança de uma família conhecida, mas o pai era ateu e não permitia. A menina perguntou: “O que é um ateu?”, ao que a professora respondeu prontamente. Depois de alguns dias essa menina viu aquele homem, chegou perto dele e perguntou: “Por que o senhor não ama Jesus?”. O homem continuou andando e a menina repetiu a pergunta várias vezes até começar a chorar. Ele afastou-se dela e foi embora. Mas quando chegou ao seu escritório, não conseguia tirar aquela pergunta da mente:...

Hunna (ou Huva)

Richard Foster conta em sua obra Rios de Água Viva a história de Hunna, que teria morrido por volta do ano 679:   Pouco se sabe da biografia de Hunna, uma nobre de nascimento, a não ser que ela era da província francesa da Alsácia e que se casou com um nobre, Huno, que era da vila de Hunnaweyer, na diocese de Estrasburgo (França). Sua importância se deve à sua disposição de lavar roupa para seus vizinhos necessitados, apesar de ser nobre. Essa prontidão lhe deu o epíteto de “A Santa Lavadeira”. Nessa atividade servil, ela contribuiu para a definição da vida sacramental.   A vida sacramental é uma das grandes tradições da espiritualidade cristã, e está baseada no serviço, oração e devoção a Deus na vida diária, da vida profissional às tarefas domésticas. Ancorada...

Padre Joseph Damien

Por Davi Lago Em sua obra O Cristo Incomparável, John Stott conta a história do belga Joseph Damien, um piedoso padre católico romano que ajudou leprosos no Havaí em meados do século 19. Em 1863, o Padre Damien chegou ao Havaí e ficou horrorizado com a situação das vítimas da lepra: elas eram banidas permanentemente na ilha de Molokai. Ali, aqueles enfermos sofriam uma existência miserável na doença, imundície e pobreza. Stott afirma que: Padre Damien apresentou-se como voluntário para viver entre eles. Sepultava-lhes os mortos. Levava-lhes higiene. Construía igrejas e capelas, limpava reservatórios de água, consertava as casas e o hospital, construiu um orfanato, ensaiava o coral e servia-lhes de professor, carpinteiro, pedreiro, sacerdote e amigo. Seu ministério altruísta continuou por dezesseis anos até que certa manhã de domingo em 1885, durante...